quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

LULA CORTES

Lula Cortes e Má Compahia mostraram o melhor Rock "n" Roll de Pernambuco. São 20 anos de introsamento e a maturidade se faz presente. A voz rouca de Lula soou por uma hora com sua ironia e suas letras diretas. O timbre marcante de blueseiro arrasou em Jacaré Paguá blues de Zé Ramalho. Ninguém canta blues aqui como Lula!

ARRASO NA MOEDA!





O HANAGORIK arrasou ontem na Rua da Moeda estreando o show ALCEU, AO NOSSO JEITO!
A repercussão não podia ser melhor! Os rapazes arrasaram! Quem viu ficou encantado! O publico reagiu bem ao movo repertório da banda pernambucana.

domingo, 20 de dezembro de 2009

HANAGORIK NA MOEDA!

A BANDA PERNAMBUCANA HANAGORIK ESTREIA SEU SHOW EM HOMENAGEM À ALCEU VALENÇA DIA 24 DE DEZEMBRO AS 22h NA RUA DA MOEDA. VAI TER TAMBÉM LULA CORTES E MÁ COMPANHIA, CHINA E DEVOTOS. TODO MUNDO LÁ.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

TRÂNSITO DO RECIFE


NÃO DÁ MAIS PRA SE LOCOMOVER NO RECIFE.
Nosso trânsito está uma verdadeira loucura. São 5.000 carros entrando na cidade a cada mes. Nossa frota até o mas passado era quase de um milhão de veículos trafegando por nossas ruas, 800 mil bicicletas sem ciclovias, o que não dá pra entender numa cidade tão plana.
Não sei o número exato de motocicletas, mas todo dia entram várias delas em nossas ruas ajudando a bagunça.
Imagino como não vai ser em 2014 durante a copa se não tomarmos providências urgentes e inteligentes. Vamos apostar na eficiência do transporte coletivo ao invés do individual, controlar os horários de carga e descarga dos nossos caminhões, proibir estacionamento dos dois lados das ruas. medidas sérias e urgentes precisam ser tomadas.

sábado, 12 de dezembro de 2009

ERRO GRAVE!

Escola de Frevo Maestro Fernando Borges???

É um erro grave chamar esse lugar de Escola de Frevo, mais ainda, atribuí-la um nome de um Maestro. Aqui não se ensina nada, absolutamente nada de Frevo, apenas o Passo é lecionado e, diga-se de passagem, com muita competência. O Passo é a dança do Frevo, mas não é o Frevo. Essa confusão se alastra a 100 anos.
Frevo é música, Passo é dança e folia é o estado em que ficamos quando ouvimos o Frevo e caímos no Passo.
Faço um apelo à Prefeitura, ao Secretário de Cultura, à presidente da Fundação de Cultura para corrigir esse erro grave e ainda sugiro um nome bem original. Já que nessa escola nasce o Passo para as crianças e adolescentes e Nascimento do Passo foi nosso maior da passista porque não ESCOLA NASCIMENTO DO PASSO, não conheço outro melhor! E fica tudo certo!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

SOCIEDADE DO FUTURO

Peço sua atenção, é do nosso total interesse.
Esse texto foi tirado do The Zeitgeist Moviment.

Os Meios são o Fim:

Pretendemos restaurar as necessidades fundamentais e a consciência ambiental da espécie revogando a maioria das idéias que temos de quem e o que realmente somos, juntamente com como a ciência, a natureza e a tecnologia (em vez de religião, política e dinheiro) são a chave para nosso crescimento pessoal, não só como indivíduos, mas como civilização, estrutural e espiritualmente. As percepções centrais dessa consciência são o reconhecimento dos elementos Emergentes e Simbióticos das leis naturais e de como o alinhamento dessa compreensão como base para nossas instituições pessoais e sociais, a vida na Terra transformar-se-á em um sistema que crescerá continuamente, onde consequências negativas sociais como camadas sociais, guerras, preconceitos, elitismo e atividades criminosas serão constantemente reduzidos e, esperamos, venham a deixar de existir no comportamento humano.

Claro que, para muitos humanos, é uma possibilidade muito difícil de se considerar, uma vez que fomos condicionados pela sociedade a pensar que crime, corrupção e desonestidade são “como as coisas são”, que sempre haverá pessoas que querem abusar, ferir e tirar vantagem dos outros. A religião reforça fortemente essa propaganda, já que a mentalidade “nós e eles”, “bem e mal” promove essa falsa suposição.

A verdade é que vivemos numa sociedade que produz escassez. A consequência dessa escassez é que os humanos devem se comportar de modo a se preservar, mesmo que isso signifique enganar e roubar para conseguirem o que querem. Nossa pesquisa concluiu que a escassez é uma das causas mais fundamentais de desvios de comportamento humano, além de levar a formas complexas de neurose. Uma análise estatística do vício em drogas, da criminalidade e da população carcerária demonstra que a pobreza e condições sociais não saudáveis são parte da experiência de vida das pessoas que adotam tais comportamentos.

Seres humanos não são bons ou ruins... Eles são o resultado da experiência de vida que os influenciam e estão sempre mudando, sempre em movimento. A “qualidade” de um ser humano (se existisse algo assim) está diretamente relacionada a como foi criado e aos sistemas de crença aos quais ele foi condicionado.

Esse simples fato vem sendo gravemente ignorado e hoje em dia as pessoas pensam primitivamente que competição, ganância e corrupção são elementos “embutidos” no comportamento humano e, portanto, precisamos ter prisões, polícia e consequentemente uma hierarquia de controle diferenciado para que a sociedade possa lidar com essas “tendências”. Isso é totalmente ilógico e falso.

O x da questão é que para melhorar as coisas, você fundamentalmente precisa trabalhar nas raízes do problema. O atual sistema de “punição” usado pelas sociedades é ultrapassado, desumano e improdutivo. Quando um assassino em série é preso, a maioria das pessoas faz manifestações exigindo a morte dessa pessoa. Isso está errado. Uma sociedade realmente sã, que entende o que somos e como sistemas de valores são criados, pegaria esse indivíduo e aprenderia sobre os motivos por trás de seu comportamento violento. Essas informações passariam então por um departamento de pesquisa, que consideraria modos de evitar que fatos como esse ocorressem através da educação.

É hora de pararmos de remediar. É hora de começarmos uma nova abordagem social que utilize os conhecimentos atuais. Tristemente, nossa sociedade é amplamente baseada em determinações e resoluções ultrapassadas e supersticiosas. É importante ressaltar que não há utopias ou conclusões. Todas as evidências indicam infinitas atualizações em todos os níveis. Por sua vez, são nossas ações pessoais cotidianas que moldam e perpetuam os sistemas sociais que adotamos. No entanto, paradoxalmente, são as influências do ambiente que criam nossas perspectivas e, portanto, nossas visões de mundo. Logo, a verdadeira mudança nascerá não só do ajuste de nossas decisões e compreensões pessoais, mas também da mudança das estruturas sociais que as influenciam.

Os sistemas elitistas de poder são pouco afetados por protestos tradicionais e movimentos políticos. Devemos dar um passo além dessas “rebeliões do sistema” e trabalhar com uma ferramenta muito mais poderosa: parar de apoiar o sistema, ao mesmo tempo em que propagamos o conhecimento, a paz, a união e a compaixão. Não podemos “lutar contra o sistema”. Ódio, ira e a mentalidade de “guerra” são um modo ineficaz de obter mudança, pois eles perpetuam a mesma ferramenta que os sistemas de poder corruptos estabelecidos utilizam para manter o controle.
Distorção e Paralisia:

Precisamos entender que todos os sistemas são Emergentes e estão constantemente em evolução, juntamente com a realidade de que todos nós estamos Simbioticamente conectados à natureza e uns aos outros de modo simples, porém muito profundo, levando à percepção de que nossa integridade pessoal é equivalente à do resto da sociedade. Então, perceberemos o quão distorcida e invertida é a nossa sociedade atual e como sua perpetuação é a causa maior de sua instabilidade. Por exemplo, o Sistema Monetário é há muito tempo considerado uma força positiva na nossa sociedade graças à sua alegação de que produz incentivos e progresso. Na verdade, o sistema monetário tornou-se um veículo para a divisão e o controle totalitário.

Ele é a expressão máxima do lema “Dividir e conquistar”, pois em seu núcleo estão as suposições de que (1) Devemos lutar uns com os outros para sobreviver (2) Seres humanos precisam de um “estímulo” recompensador para fazer coisas significativas.

Quanto ao Número 1 (Devemos lutar uns com os outros para sobreviver), essa característica da competição no sistema é o que produz corrupção em todos os níveis da sociedade, pois parte do “nós contra eles”. Muitos argumentam que o sistema de “livre comércio” é bom... Mas ele é corrupto nos dias de hoje, graças as políticas ruins, favorecimento, auxílios financeiros, etc. Eles supõem que se um mercado livre “puro” fosse instituído, as coisas seriam melhores. Isso é falso, pois o que você está vendo hoje é o livre mercado em funcionamento com todas as suas desigualdades e corrupção. Não há lei que vá impedir vendas privilegiadas, conspirações, monopólios, abuso de mão-de-obra, poluição, obsolescência calculada e coisas do tipo... Isso é o que o sistema baseado em competição cria com eficiência, pois é baseado na premissa de tirar vantagem dos outros para obter lucro. Ponto final.

Precisamos começar a abandonar esses ideais opressivos e caminhar em direção de um sistema projetado para cuidar das pessoas... Não para forçá-las a lutar por sua sobrevivência. Quanto ao Número 2 (“Seres humanos precisam de um ‘estímulo’ recompensador para fazer coisas significativas), essa é uma perspectiva triste e incrivelmente negativa do ser humano. Supor que uma pessoa precise ser “motivada estruturalmente” ou “forçada” a fazer algo é simplesmente absurdo. Lembre-se de quando você era criança e não tinha a menor idéia do que fosse dinheiro. Você brincava, era curioso e fazia muitas coisas... Por quê? Porque você queria. No entanto, conforme o tempo passa em nosso sistema, a curiosidade e auto-motivação naturais são extirpadas das pessoas, pois elas são forçadas a se ajustar a um sistema de trabalho especializado, fragmentado, quase predefinido para poderem sobreviver. Por sua vez, isso costuma criar uma revolta interior natural nas pessoas devido à obrigação e foi assim que separamos os momentos de “lazer” e de “trabalho”. A preguiça que aqueles que defendem o sistema monetário (por alegar que ele cria estímulo) não reconhecem este fato. Numa sociedade verdadeira, as pessoas seguem suas inclinações naturais e trabalham para contribuir para a sociedade – não porque são “pagas” para isso, mas porque têm uma consciência maior de que colaborar com a sociedade ajuda tanto a si próprias quanto a todas as outras pessoas. Esse é o estado elevado de consciência que esperamos transmitir. A recompensa por sua contribuição para a sociedade e o bem-estar daquela sociedade... o que, por consequência, é também o seu bem-estar.

Agora, colocando as coisas em perspectiva, é importante entendermos que nosso mundo é atual e inegavelmente conduzido por um pequeno grupo dominador em altos cargos nas instituições dominantes em nossa sociedade – Negócios e Finanças. O funcionamento do governo é regido pela influência e poder das corporações e dos bancos. O elemento vital é o dinheiro, que na verdade é uma ilusão e hoje tem pouca relevância para a sociedade, servindo como meio de manipulação e desunião num tipo de organização social que gera elitismo, crime, guerras e camadas sociais.

Ao mesmo tempo, as pessoas aprendem que ser “correto” é o que lhes atribui valor como seres humanos. Este conceito de “correto” está diretamente ligado aos valores vigentes na sociedade. Logo, aqueles que aceitam ou apóiam as visões do sistema social são considerados “normais”, enquanto aqueles que discordam são “anormais” ou “subversivos”. Seja isso o dogma de uma tradição social ou o alinhamento com uma religião mundialmente estabelecida, a base é a mesma: o Materialismo Intelectual. Quando percebemos que o conhecimento e, consequentemente, as instituições estão em constante evolução, vemos que qualquer sistema de crença que declare “saber” tudo, sem espaço para o debate, é uma perspectiva errônea. A religião, baseada na fé, é a grande agente de distorção, já que alega ter respostas definitivas sobre as origens mais complexas da humanidade, e isso simplesmente não é possível num universo emergente.

Compreendendo isso, percebemos então que as pessoas que foram condicionadas a aceitar completamente esses ensinamentos estáticos são tão perigosas quanto as Estruturas de Poder Estabelecidas, pois se tornam “guardiãs voluntárias do status quo”. Isso se aplica a todos os sistemas, principalmente ao político, ao financeiro e ao religioso. Uma vez que a identidade das pessoas se associa às doutrinas da ética de um País, Religião ou Empresa, torna-se muito difícil mudá-la, já que sua identidade está mesclada às das ideologias que lhe foram impostas. Assim, os ensinamentos estáticos seguem perpetuando a doutrina da instituição, simplesmente para manter sua integridade pessoal como eles a percebem. Precisamos quebrar esse ciclo, pois ele paralisa nosso crescimento não só como indivíduos, mas como sociedade.
Verdade e Transição

Uma vez que nós compreendamos que a integridade de nossa existência como pessoa está diretamente relacionada à integridade do Planeta Terra, da vida e de todos os outros seres humanos, teremos então um caminho predefinido. Além disso, quando percebermos que são a ciência, a tecnologia e, portanto, a criatividade humana que trazem progresso para nossas vidas, seremos capazes de reconhecer nossas verdadeiras prioridades para o crescimento pessoal e social e para o progresso. Posto isso, podemos ver que a Religião, a Política e o Sistema de Trabalho baseado em Dinheiro/Competição são modos desatualizados de operação social que agora precisam ser abordados e transcendidos. Nossa meta é um sistema social que funciona sem dinheiro ou política, ao mesmo tempo em que permite que as superstições percam terreno à medida que a educação avançar. Ninguém tem o direito de dizer ao outro em que acreditar, pois nenhum ser humano tem a compreensão completa de nenhum assunto. Entretanto, se prestarmos atenção aos processos naturais da vida, podemos ver como eles se alinham à natureza e assim nosso caminho fica mais claro. Por exemplo, muitas pessoas estão preocupadas com o crescimento populacional, enquanto comentários assustadores de pessoas como Henry Kissinger sugerem que seja necessário algum tipo de “redução”. Porém, a pergunta principal continua sendo: o crescimento populacional é tão ruim assim? A resposta é: em uma perspectiva científica, o planeta pode suportar muito mais pessoas se necessário, desde que haja investimentos em alta tecnologia. 70% do nosso planeta é coberto de água e cidades sobre o mar (um dos muitos projetos de Jacque Fresco são o próximo passo). Por sua vez, a educação sobre o funcionamento da vida informará às pessoas sobre as consequências de seus interesses reprodutivos e o crescimento populacional será reduzido naturalmente à medida que as pessoas percebam como elas estão ligadas ao planeta à capacidade de sustentação.

Na verdade, o único verdadeiro “governo” que pode haver é o gerenciamento da Terra e de seus recursos. A partir daí, todas as possibilidades podem ser consideradas. Por isso, é necessária uma unificação intelectual entre os países, pois as informações mais valiosas que podemos ter como espécie são uma avaliação detalhada e completa do que temos nesse planeta. Assim como você avalia o solo e os recursos antes de plantar algo, precisamos fazer o mesmo com o planeta para otimizar aquilo que podemos fazer enquanto espécie, em termos de recursos.

Naturalmente, muitos que analisarem as idéias apresentadas acima vão perguntar: “Como podemos fazer isso, considerando o sistema de valores distorcidos em vigência? Como faremos essa transição? Essa é a pergunta mais difícil. A resposta: temos que começar de algum lugar. Há muitas coisas que podem ser feitas por uma única pessoa ou comunidade que podem começar a moldar essa visão. O passo mais importante é a educação.

Em 15 de março de 2009 (o Dia Z, como foi chamado em 2008) haverá uma série de ações mundiais para aumentar a consciência sobre esse caminho sociológico. Nossa esperança é termos encontros regionais em tantas cidades, estados e países quanto for possível. Nós aqui do zeitgeistmovement.com vamos trabalhar para oferecer material em todas as línguas que pudermos e faremos o possível para ajudar cada subgrupo. Nós nunca pediremos dinheiro. Estamos aqui para ajudar, pois entendemos uma verdade central que está esquecida há muito tempo: quanto mais você dá, mais você recebe.

Obrigado por sua ajuda.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

CIRCUITO OFF FEIRA


Circuito Off Feira

Conexão Vivo divulga selecionados

Em parceria com a Funarte, o Conexão Vivo fará um circuito complementar à programação da Feira Música Brasil – o Off Feira, ocupando espaços culturais do Grande Recife. São 23 artistas que foram selecionados por meio de edital que irão se apresentar em vários locais do Recife entre 9 e 13 de dezembro. A maior parte dos shows acontecerá após a meia-noite, quando se encerra a programação oficial da Feira no palco do Marco Zero. O Conexão Vivo também estará presente com um estande no Terminal Marítimo, no Marco Zero, dedicado à mostra de experiências, serviços e projetos nacionais na área da música.

Lista dos selecionados:

A Banda de Joseph Tourton (PE)

A Banda dos Corações Partidos (SE)

Apanhador Só (RS)

Banda Júlia Says (PE)

Banda Ze Cafofinho e Suas Correntes (PE)

Brasov (RJ)

Burro Morto (PB)

Cérebro Eletrônico (SP)

DJ Tudo e a “GARRAFADA” (SP)

Dona Jandira (MG)

Eddie (PE)

Guardaloop (PE)

Jorge Riba (PE)

Lucas Santtana (BA)

Maracatu Estrela Brilhante de Igarassú (PE)

Mestre Galo Preto e o Tronco da Jurema (PE)

Plástico Lunar (SE)

Polayne (SE)

Retrofoguetes (BA)

Riffs (BA)

Sandália de Prata (SP)

Strombolica (SP)

Vitor Pirralho e Unidade (AL)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A FARÇA DE SUSAN BOYLE











Eu poderia citar inúmeros exemplos disso. Stevie Wonder e Ray Charles ficaram cegos precocemente e se tornaram lendas. Também, não é para menos, já que ambos eram gênios e o público não teve outra opção a não ser se render aos talentos dos dois - de minha parte, não dou nem "bom dia" para quem diz não gostar de Wonder e Charles. Muitos astros da atualidade não tinham grana nem para comprar um sanduíche no início de suas carreiras - de Bruce Springsteen aos Ramones - e outros tiveram que ralar muito para vencer o preconceito contra a falta de beleza - de Geddy Lee a Elvis Costello e o pessoal do The Pogues.

Pois é justamente aí que entra o mais recente fenômeno mundial da internet. Nesta altura do campeonato, só não conhece Susan Boyle quem andou morando em Urano nos últimos três anos. Pois bem, ela acabou de lançar seu primeiro disco, I Dreamed a Dream, e segundo consta, ela vendeu três milhões de cópias em apenas três semanas. Sim, é isso mesmo: em plena crise fonográfica que está levando todas as gravadoras "majors" para o túmulo, ela conseguiu algo que parecia impossível.

É óbvio que todas essas pessoas que compraram o disco de Boyle o fizeram porque ficaram emocionadas com a "história do patinho feio que virou cisne", aquele blá blá blá todo... E também porque as pessoas querem mostrar umas às outras que estão "antenadas com o que anda acontecendo no meio musical" ao adquirir o disco de uma dona de casa sem qualquer experiência musical que se transformou em uma grande estrela. Só tem um problema nisso tudo: a história de Susan Boyle é uma FARSA! Sim, é exatamente isso o que você acabou de ler...

Explico: a cantora surgiu no programa Britain's Got Talent deste ano e, ao entrar ao palco, certamente foi alvo de piadas entre o público, mas não entre os jurados e a produção do programa, como a mídia apregoou na época. Por quê? Porque tantos os jurados como a produção sabiam que Boyle já era uma cantora semiprofissional!

E outra: ela foi apresentada como uma simples dona de casa com um visual desleixado. Não só Boyle já tinha experiência suficiente para se apresentar em pubs no vilarejo onde ela morava - em Blackburn, West Lothian, onde era conhecida por suas apresentações bem comentadas na região -, como ela foi "enfeiada" de propósito, justamente para causar nas pessoas da plateia e nos telespectadores o espanto e a emoção que se viu posteriormente. Como jogada de marketing, foi genial. Como "fenômeno de espontaneidade", uma farsa como há muito não se via.

Não acredita? Então veja aqui e ouça algumas das gravações que Boyle fez antes de aparecer no programa, cantando "Killing me Softly" (de Roberta Flack) e o standard "Cry Me a River", etrenizado pela maravilhosa Julie London, gravações estas que foram enviadas a inúmeras gravadoras inglesas e até mesmo a programas de TV e rádio - ela chegou até mesmo a fazer uma audição para um programa de caça-talentos, "My Kind of People", conduzido por Michael Barrymore, tendo sido então rejeitada.

E tem mais: desde que surgiu no programa, ela tem arrancado elogios de Simon Cowell, o exigente jurado dos programas American Idol e do próprio Britain's Got Talent, que sempre parabeniza Boyle por cada um dos seus feitos, seja por cantar para a Rainha da Inglaterra ou pela incrível vendagem de discos, dizendo que se sente orgulhoso por ela e tudo o mais. O que pouca gente sabe é o nome do empresário de Boyle. Adivinhou? Não? Pois eu lhe digo: ele se chama... Simon Cowell! Muito "espontâneo", não?

Quanto ao disco I Dreamed a Dream, ele foi feito para agradar a quem adora cantoras do tipo Sarah Brightman e Enya. O tratamento burocrático dado a "Wild Horses", dos Rolling Stones (ouça aqui) já dá a pista do que vamos ouvir a seguir: uma sucessão de "temas bonitos", que nos "levam a sonhar com um mundo melhor" e baboseiras do tipo. E tome altas doses de sacarose em breguices como "How Great Thou Art" (ouça aqui), "Amazing Grace" (ouça aqui) e a inacreditável "Silent Night" (conhecida aqui no Brasil como a natalina "Noite Feliz").

Volto a repetir: a história de Susan Boyle é uma grande farsa e seus discos posteriores (se é que outros serão lançados) estão condenados às prateleiras dos saldões e liquidações de supermercados. Podem cobrar de mim tais palavras em um futuro não muito distante...

Você realmente acredita que Susan Boyle vai construir uma carreira de sucesso daqui em diante?



Regis Tadeu é editor das revistas Cover Guitarra, Cover Baixo, Batera, Teclado & Piano e Studio. Diretor de redação da Editora HMP, crítico musical do Programa Raul Gil e apresenta/produz na Rádio USP (93,7) o programa Rock Brazuca.

AULAS COM NENEU


Quem quiser aprender música de verdade, precisa conhecer a Escola do Maestro e violonista Neneu Liberalquino. Lá você vai aprender harmonia tradicional, harmonia jazzistica, técnica de arranjo, percepção e solfejo. Neneu é sem dúvia alguma um grande violonista e professor de música, um dos melhores do Brasil. Sua técnica é apurada em todos os sentidos.

Neneu também é regente da Banda Sinfônica da Cidade do Recife desdde 2002, onde desenvolve um trabalho ligado ao popular e o erudito, realizando concertos de março à dezembro, sempre nas últimas quartas de cada mes no Teatro do Parque.

Contato para aulas: contato@neneuliberalquino.com

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

EU E O HANAGORIK


















Eu também gravei minha participação no disco que o Hanagorik está fazendo em homenagem e Alceu. Toquei em VOU DANADO PRA CATENDE e PAPAGAIO DO FUTURO. Tocar com essa banda é um delírio! Os rapazes são grandes músicos e sabem bem o que estão fazendo. Destaco os arranjos de Tuca Araújo e as interpretações de J. Jones.
"Ninguém jamais fez isso com minhas músicas" falou Alceu emocionado quando ouviu a pré-mix. "Elas tomaram outras formas mas não perderam a essência! Muito bom!"

PAULO RAFAEL E HANAGORIK


O guitarrista Paulo Rafael gravou sua participação no cd que o Hanagorik está fazendo em Homenagem a Alceu Valença com a minha produção. Fez um puta solo na música VOU DANADO PRA CATENDE. Paulo toca com Alceu desde dezembro de 1974, ná época em que Alceu formou uma banda para tocar com ele no Festival Abertura da Rede Globo. Esse trabalho vai ser lançado logo após o carnaval, aguardem!

LULA E HANAGORIK


Lula Cortes acaba de fazer uma participação super especial no cd que o Hanagorik está fazendo em homenagem a Alceu Valença. Colocou o seu inusitado tricórdio na música VOU DANADO PRA CATENDE. O tricórdio é o mesmo com que gravou a mesma música com Alceu em 1975 durante o festival ABERTURA da Rede Globo.
No dia de natal, 24 de dezembro na rua da Moeda vai ter Lula Cortes e Má Companhia, Hanagorik, Devotos e China. Vai ser um Natal profano para quem gosta de Rock in Roll, esperamos todos lá!

sábado, 28 de novembro de 2009

INCOMPETÊNCIA DA O.M.B.


Incrível!
O músico paga a OMB para ser fiscalizado! Quam gosta disso?
Quem trabalha na OMB está apenas defendendo um salário, não tem a menor intenção de fazer nada pra ninguém! Quando questionamos, eles alegam falta de dinheiro. Bem, se a OMB existe há 49 anos e não tem fundos, tá provada sua incompetência! Sua desorganização! Se o governo federal não repassa verba, é pq eles reconhecem a falta de competência desse órgão do NADA, não sabe direito pra que serve e se souber vai ver que não é preciso.
Seria ótimo que Lula acabasse com essa vergonha nacional! Ganharia um apoio e tanto! Apoio de grandes formadores de opinião!
Mas, enquanto uma autoridade não se sensibilizar por nossa causa e conseguir reverter esse triste quadro, vamos ter que pagar em dia pra poder exercer nossa profissão, vamos respeitar as leis vingentes e lutar pelo que é nosso de direito.
VOTEM NA ENQUETE AO LADO!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

SOLIDARIEDADE NO NATAL


NATAL 2009 - ESPALHE ESSA IDÉIA.

Para o Natal 2009 Que tal fazer algo diferente, este ano, no Natal?
Sim ... Natal ... daqui a pouco ele chega .
Que tal ir a uma agência dos Correios e pegar uma das 17 milhões de cartinhas de crianças pobres e ser o Papai ou Mamãe Noel delas?
Há a informação de que tem pedidos inacreditáveis.
Tem criança pedindo um panetone, uma blusa de frio para a avó....
É uma idéia.
É só pegar a carta e entregar o presente numa agência do correio até dia 20 de Dezembro.
O próprio correio se encarrega de fazer a entrega.

DIVULGUE P/ SEUS AMIGOS DA SUA LISTA DE CONTATOS

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

SÃO PAULO SEM O.M.B.


AO NOSSO GOVERNADOR

Toda classe musical de Pernambuco iria aplaudir o governador Eduardo Campos se ele tomasse a mesma iniciativa que José Serra tomou em São Paulo: Livrar os músicos pernambucanos da obrigatoriedade da carteira da O.M.B. Vamos torcer!


LEI Nº 12.547, DE 31 DE JANEIRO DE 2007 O Projeto de Lei nº 1302/2003 dispõe sobre a dispensa de apresentação da Carteira da OMB, na participação de músicos em shows e espetáculos afins que se realizem no Estado de São Paulo.

GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:
Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei: Artigo 1º - Ficam os músicos, no Estado de São Paulo, dispensados da apresentação da Carteira da OMB na participação de shows e afins. Artigo 2º - Esta lei será regulamentada no prazo de 60 (sessenta) dias, a contar de sua publicação, estabelecendo-se os critérios e as penalidades a serem impostas aos infratores. Artigo 3º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Palácio dos Bandeirantes, 31 de janeiro de 2007

A CASA DA MÚSICA


Estive por três dias na cidade de Porto em Portugal, acompanhando a SpokFrevo, que fez um show impecável na Casa da Música.
Bem, a Casa da Música é um lugar maravilhoso, um sonho, um projeto arrojado, ousado e de uma importância enorme para a sociedade. Além de ser um prédio imponente, que fica no centro da cidade, com um design arrojado e moderno é um lugar onde todos, independentes da sua idade ou condição, podem se sentir proprietários, seu legítimo habitante e construir seu espaço para se relacionar com a música e participar das descobertas e invenções do infinito mundo dos sons.

Esse lugar cresce e se reinventa a cada dia, é de dar inveja. Sede da Orquestra Nacional do Porto, da Banda Sinfônica e do Coral Sinfônico, a Casa tem uma das melhores salas de concerto do mundo e uma estrutura de studios de ensaio para todos os tipos e tamanhos de grupo. O lugar não é escola, é apenas um grande centro recreativo onde todos participam e encontram o caminho das descobertas.

Suas atividades vão da música clássica a música eletrônica, passando pelo pop e pelo popular sem preconceitos. Todos os dias existem apresentações, workshops e ações de formação. A música é reinventada e surgem novas linguagens de comunicação e interação com o povo.
Imaginem um lugar desse aqui em Pernambuco, o maior celeiro musical do país e um dos maiores do mundo!

Quem lucra com tudo isso é a sociedade.

Ah! Um lugar desse aqui!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

ENGENHO DOS MENINOS





Este disco eu gravei em 89 com o percussionista Fernando Falcão. Depois de gravado, passou 14 anos perdido por um empresário paulista. Em 2004 finalmente foi lançado.

À VENDA NA PASSA DISCO: Fone 3268.0888

domingo, 22 de novembro de 2009

NUN SEI QUE LÁ!


Esse Jessier Quirino é um arretado!
Isso é muito engraçado! Assistam!

sábado, 21 de novembro de 2009

SPOKFREVO NA NORMANDIA


http://normandie.france3.fr/jazz-sous-les-pommiers/index.php?page=article&numsite=2030&id_rubrique=2897&id_article=5



Quem quiser assistir o show completo da SpokFrevo no Festival Jazz Sous Les Pommiers, é só copiar o link acima e colocar no endereço do navegador. Uma apresentação histórica!

TURMA DO BECO DO BARATO


Por esse disco dá pra se ter uma idéia do que foi a geração pós Woodstock no Recife. O movimento udigrudi, o jeito que vivemos os loucos anos 70.

Sem dúvida que o festival de Woodstock mexeu com a cabeça de toda uma juventude no planeta. Foi o maior evento de paz, amor, liberdade e poder da humanidade, mostrou uma nova maneira de viver, de poder ser, de poder fazer!
No Recife não foi diferente. Pra quem vivia sob uma repressão militar e religiosa, foi a gota d água que faltava. A casa de Lula Cortes e Kátia Mesel virou um QG da psicodelia, uma escola de artes aberta onde se fazia livros, discos, shows, fotografia, filmes Super 8, trabalhos gráficos e se ouvia muita música, muita!
De repente éramos surpreendidos com más notícias. “Prenderam fulano”, “mataram sicrano”, “a Federal proibiu o show de beltrano”. Ao mesmo tempo que nos entristecíamos, nos enchíamos de coragem pra FAZER!
Hoje tenho certeza que mesmo inconsciente, nós demos uma contribuição muito grande para uma nova realidade em nosso país, assim como a tropicália e outros movimentos artísticos pelo Brasil afora!
À VENDA NA PASSA DISCO: Fone 3268.0888

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O HOMEM FOI PRA LUA?


http://www.youtube.com/watch?v=ul-Oex0v6pY&feature=related


Assistam este vídeo no endereço acima e chegue as suas conclusões!


LP CARUÁ

ZÉ DA FLAUTA E PAULO RAFAEL

Baús da história. Achei na net. Gravado em 1979 e lançado em 1980.



Ex-flautista e pifarista do Quinteto Violado, Zé da Flauta se destaca dos outros músicos nordestinos não só por sua seriedade, mas por sua técnica incomparável. Paulo Rafael é, junto com o artista supracitado, um dos principais responsáveis pela qualidade musical das obras do aclamado Alceu Valença. Qual seria o resultado da união dessas duas personalidades musicais? Certamente, música para nossos ouvidos! Ok, agora pense que, além desses dois, participam do disco o gênio Lula Côrtes (criador das pérolas psicodélicas Paêbirú e Satwa), Lenine e ainda Luciano Pimentel (baterista do já citado Quinteto Violado). É, meu caro leitor, é isso mesmo que você está pensando. Música de excelente qualidade.
Essencialmente instrumental (com uma exceção, a buliçosa "Zé Piaba", uma das primeiras obras vocais de Lenine), o disco investe na tradicionalidade da musica nordestina mesclada com o acid-rock e o progressivo europeus (não há como não perceber, por exemplo, as influências de Robert Fripp nas guitarras de Rafael). Não há como não se animar com músicas como "Sai uma Mista", ou até mesmo relaxar ouvindo "Tema da Batalha".
Pérola, assim como a maioria das obras do Udigrudi nordestino, Caruá é um disco único, que vale a pena ser ouvido e divulgado. Afinal de contas, música séria tem que ser encarada com seriedade!

Faixas:
1. Sai uma Mista
2. Rebimbela da Parafuseta
3. Baião da Barca
4. Ponto de Partida
5. Tema da Batalha
6. Fora de Órbia
7. Entardecer
8. Zé Piaba
9. Gôta Serena

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Postado por Phil Bones às 08:25
Marcadores: Lenine, Lula Côrtes, Paulo Rafael, Zé da Flauta

HOMENAGEM AO ABEY ROAD

Minha homenagem aos 40 anos de Abey Road! Foto tirada por Wellington Lima em agosto de 2009, quando estávamos com a SpokFrevo no Barbican em Londres.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

ABAIXO A O.M.B.


Em nenhum lugar do mundo existe Ordem dos Músicos, existe apenas o Sindicato forte e atuante, que faz realmente muito pelos músicos. Aqui no Brasil, a Ordem dos Músicos enfraquece o Sindicato e nos deixam órfãos. Pra que serve mesmo a OMB? Para nada. Para cobrar uma anuidade ridícula e proibir os músicos de tocarem se a anuidade estiver atrasada ou ele não ter a devida habilitação. Ridículo!

O que realmente a OMB faz em prol dos músicos? Que ela apresente os dados de benefícios que fez por alguém nos últimos 40 anos! Isso é um cabide de emprego federal! Tem mais é que acabar! Ia ser uma economia e tanto pro erário.

O que nos profissionaliza é o Sindicato, mas aqui ele é fraco, quase nada. A OMB estrangula a sua ação, anula seu verdadeiro ofício. Se músico fosse uma profissão de risco, ainda teria um sentido, mas se eu errar uma nota, uma harmonia, ninguém vai morrer, eu que vou passar vexame!

A ORDEM DOS MÚSICOS DO BRASIL É UMA POUCA VERGONHA!

O BRASIL DA SANFONA


PENSE NUM FILME!

Esse é para os amantes de uma boa concertina, um bom forró pé de serra. Não percam. Mostra o Brasil da sanfona, um universo desconhecido de muitos, até mesmo dos músicos. Nosso Dominguinhos é a tônica do filme, um grande documentário!
Incrível! Só não gosto do título, nada a ver!

MAURÍCIO CAVALCANTI


Pra quem gosta de ouvir um disco, relaxar e viajar pra bem longe, não deixe de ouvir ALÉM DAS FRONTEIRAS DO UNIVERSO o cd de Maurício Cavalcanti, relançado recentemente com nova mixagem e uma faixa bônus, Molhando o ar.

O disco é bem concebido, bem arranjado e trás participações de Maciel Melo, Spok e Antúlio Madureira. No repertório a famosa Aurora de amor de Maurício e Romero Amorim, sucesso em nosso carnaval. Os arranjos são do maestro Neneu Liberalquino que também toca violão e empresta sua voz no bolero Meu sonho, contrastando com o trombone de Nilsinho Amarante. Um trabalho excelente que merece toda nossa atenção.

À venda na Passa-Disco no Shopping Sítio da Trindade.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

NEGÓCIOS PARA MÚSICA


Oficinas de Capacitação em Negócios para Música

O Ministério da Cultura, através da Secretaria de Políticas Culturais e da Representação Regional Nordeste, a Fundação Nacional de Artes (Funarte) e Fundação Gilberto Freyre, em parceria com os órgãos de cultura dos governos estaduais e as superintendências do Sebrae da região Nordeste, convidam artistas e produtores da música a participarem das Oficinas de Capacitação em Negócios para Música.

As oficinas fazem parte do projeto de capacitação que o MinC e a Funarte estão realizando nos estados nordestinos, visando informar produtores e artistas sobre questões relativas à cadeia produtiva da música, tratadas em eventos nacionais e internacionais de negócios do setor, a exemplo da Feira Música Brasil, que acontecerá de 09 a 13 de dezembro de 2009, em Recife.

A capacitação pretende preparar os artistas e produtores para participar destes eventos e para tal contarão com palestras sobre assuntos como gestão de carreiras, empreendimentos culturais, gestão de projetos, direitos autorais, rodadas de negócios, novas tecnologias, negócios criativos, financiamento e investimento e políticas públicas.

Nessa primeira edição, serão realizadas duas oficinas em cada estado da região, sendo uma na capital, com carga horária de 40 horas, e outra em uma cidade do Interior, com carga horária de 24 horas.

Informações por meio do endereço eletrônico negociosdamusica@gmail.com ou pelo telefone (81) 3224-0561.

FESTIVAL CANAVIAL 09


A região da Zona da Mata Norte do Estado - especificamente as cidades de Nazaré da Mata, Vicência, Goiana, Condado e Aliança – reunirá entre 20 de novembro e 5 de dezembro toda a riqueza cultural local no Festival Canavial 2009. Uma programação diversificada que abrangerá música como o Lançamento dos CD´s Maracatu Atômico – Kaosnavial de Jorge Mautner e o Maracatu Estrela de Ouro e Pretinhas do Congo de Goiana; danças com os encontros de coco de rodas, maracatus e caboclinhos; oficinas, aulas-espetáculo e seminários de formação de cultura popular, e o projeto itinerante Caminhos do Canavial (uma espécie de ônibus-biblioteca, devidamente padronizado, onde educadores levarão o fomento á leitura para onde não se tem acesso à leitura, a exemplo de engenhos, assentamentos e comunidades rurais).

terça-feira, 17 de novembro de 2009

ACONTECEU EM WOODSTOCK


Aconteceu em Woodstock é uma história real escrita por Elliot Tiber, o homem que levou o maior festival de música da humanidade para a pequena cidade de Bethel, próxima à Nova York. Tiber conta no livro que Woodstock aconteceu quase por acaso. Para salvar o hotel dos pais da falência, ele ofereceu o terreno para promover um show de rock e arrecadar dinheiro. Ele só não sabia das proporções que o evento tomaria.
Fala o que se passou nessa pacata cidade durante o mês que antecedeu o mega evento dando uma noção do que foi a produção do festival, da dinheirama que foi gasta e toda trama política que envolveu o episódio.
O concerto, que aconteceu entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969, acabou de completar 40 anos. O livro, divertido e engraçado, conquistou Ang Lee e virou filme com estréia prevista para janeiro de 2010 no Brasil.
Acabei de ler, é muito bom. Leiam!

LULA CORTES E MÁ COMP.


Acho que esses caras já estão juntos há quase 20 anos! De uma canja que Lula deu com eles no Sushi Bar no final da década de 80 pra cá, não pararam mais. Gravaram discos e fizeram enumeras apresentações.
Eu sou fã do trabalho deles, acho o melhor rock in roll do Brasil. Se Raul Seixas fosse vivo, iria morrer de inveja das letras diretas e certeiras de Lula.
“São quatro acordes que se fundem. É rock in roll na veia e nada mais”
Assim o Mago Lula define o trabalho que desenvolve com o guitarrista Xandinho, líder da banda desde sua criação.
Comprem os discos e vejam os shows, é do caralho!

NOSSA BANDA SINFÔNNICA


Quem ainda não assistiu um concerto da nossa admirável Banda Sinfônica no Teatro do Parque não sabe o que está perdendo! Trata-se de uma das melhores bandas sinfônicas do mundo, sem o menor exagero. Se você não puder ir ao teatro, compre o cd que é um espetáculo à parte. O disco mostra a evolução da Banda nos seus últimos sete anos de trabalho tendo à frente o competente Maestro Neneu Liberalquino.
O disco trás um repertório mesclado de clássicos e popular e conta com a participação de Proveta, da excepcional Banda Mantiqueira, Toninho Ferragutti um dos mais brilhante acordeonista da atualidade, o trompetista Fabinho Costa, o saxofonista Edson Rodrigues, a cantora Teca Calazans e o cantor Gonzaga Leal.
A interpretação de O GUARANI é uma das melhores que já escutei. Neneu conduz a Banda com pulso firme e exato. Destaco também a interpretação de Proveta (clarinete) na música Maluquinho do nosso grande maestro Zé Menezes. Vale a pena conferir!

SISTEMATIZAÇÃO DO FREVO











O jazz tem a mesma idade do frevo, porém é muito mais conhecido e mais tocado em todo o mundo porque foi sistematizado na década de 20.
Quando fui coordenador de música da Secretaria de Cultura do Recife, segui um conselho do maestro Neneu Liberalquino e coloquei na mesa de discussões uma proposta para sistematização do nosso ritmo. Houve um interesse enorme por parte de todos, a idéia foi bem aceita no gabinete do prefeito, começou a ser desenvolvida, formou-se uma comissão, idéias pra lá, idéias pra cá, orçamentos etc. Mas aí, acabou o mandato e tudo foi de água abaixo, esqueceram. Falam em seguir com o projeto do Paço do Frevo, um prédio na Praça do Arsenal de 4 andares todo dedicado ao frevo, um projeto do qual participei de seu nascimento a convite da então secretária de Ações Estratégicas Lygia Falcão, junto a Neneu, Spok e Wellington Lima em parceria com a Fundação Roberto Marinho e o Governo do Estado, mas no processo da sistematização sumiu, pelo menos até o momento eu não ouvi falar! É uma pena lastimável!
Eu morro de vergonha quando um músico de fora chega aqui no Recife querendo aprender frevo. O único jeito é falar com um maestro que tenha uma orquestra e colocá-lo no meio dos músicos, pois aqui não tem uma escola de frevo. Aliás, tem uma a ESCOLA DE FREVO MAESTRO FERNANDO BORGES. Olhando assim, até parece uma escola de frevos mesmo, com nome de maestro e tudo, mas na realidade, de frevo ela não ensina nada, só leciona o Passo, que é a dança do frevo. Que erro grotesco! Essa escola na minha opinião deveria se chamar ESCOLA NASCIMENTO DO PASSO, pois Nascimento foi o maior passista que o frevo já viu e é exatamente nessa escola onde o passo nasce pra tanta criança. Nome melhor não conheço!
O frevo, que é nosso cartão postal sonoro, está precisando de métodos, livros didáticos, professores especializados, escolas e muito incentivo dos governos municipal, estadual e nacional. Quando isso vai chegar? O jazz hoje é a música popular mais tocada no mundo. E o frevo? Onde ficamos?
Temos em mãos um potencial de negócios locais e internacionais de primeira grandeza! Não aprendemos ainda a tirar proveito disso. Precisamos saber fazer o marketig certeiro do produto frevo.
Quero concluir dizendo o seguinte: O frevo é uma música imponente por natureza, tem um leque de possibilidades de aplicação no mercado além do período de Momo, sua harmonia é rica e convida naturalmente ao improviso. Assim como no carnaval, se tocada apenas como arte musical em outras épocas, transmite uma onda energética positiva que nem uma outra música no mundo consegue, isso é verdade, estou falando sério! É tudo que todos querem ouvir no mundo de hoje!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

MILAGRES?

Pesquisador diz que Jesus usou maconha em milagres.

Um estudo publicado esta semana pela revista High Times, especializada em divulgar fatos relativos ao uso da maconha lança a tese de que muitos dos milagres de Jesus Cristo foram feitos usando uma mistura à base de maconha. De acordo com o professor de mitologia clássica da Universidade de Boston Carl Ruck, responsável pelo estudo, Cristo e seus apóstolos teriam usado um óleo feito com a planta para curar doentes.
A rede britânica BBC, que veiculou a informação, identifica a mistura de maconha usada por Cristo como o kaneh-bosem, extrato usado para curar enfermidades físicas e mentais. Os cientistas, que encontraram nas escrituras sagradas referências à utilização do kaneh-bosem, dizem que ao contrário de hoje, as propriedades medicinais da Cannabis sativa eram utilizadas por absorção através da pele.
Além dos pesquisadores norte-americanos, diversos estudiosos lingüistas já haviam identificado a maconha como o ingrediente principal do óleo referido na Bíblia. Os doentes eram mergulhados na essência, que curava epilepsia, problemas na pele, nos olhos, ou até mesmo menstruais.
O estudo em nenhum momento coloca em dúvida os milagres de Jesus Cristo. A fé não é dissociada da cura pelos cientistas, que buscaram descobrir se a Igreja Católica, em seus primeiros anos, utilizou substâncias medicinais para curar enfermidades.

AUTÓGRAFO


O que é um autógrafo?
Pra que serve um autógrafo?
Alguém já parou pra pensar?
Mas fazem o maior inferno pra conseguir qualquer rabisco feito pelo punho do ídolo, pense numa danação! Só serve pra mostrar que aquela pessoa esteve junto do seu artista querido e às vezes nem isso. É comum pedir-se um autógrafo para outra pessoa e com dedicatória e tudo, uma assinatura só não vale!
- Coloca pra mim com um beijão!... Agora coloca aqui pra minha amiga com um abraço! ???
E é assinatura em camisa, em chapéu, em caderno, em qualquer pedaço de papel! E haja lugar pra assinar!
Esse tipo de coisa não faz sentido!
Agora: Se vc vai presentear alguém e faz uma dedicatória escrita a mão e autografada, é outra coisa completamente diferente.

OS QUATRO TIPOS DE FREVO


Frevo de bloco: Quando é tocado por instrumentos de pau e corda (bandolins, cavaquinhos, flautas, clarinetes, violinos, violões) e geralmente cantado por um coro feminino. Muito influenciado pelas canções de pastoril.

Frevo canção: Executado por orquestras ou bandas sempre acompanhando um cantor ou uma cantora. Muito executado nos clubes e palcos de rua sempre com a missão de alegrar o folião. As letras em sua grande maioria, falam de carnaval.

Frevo de rua: Uma música totalmente instrumental composta para orquestra, que tem o poder de convocar e arrastar multidões pelas ruas com suas melodias contagiantes. Geralmente é mal executado, pois na rua, andando junto aos foliões, fica difícil para o músico caprichar na afinação e articulação.


Frevo de palco:
Quando o frevo é tocado em um palco, para uma platéia sentada e calada. Esse frevo é mostrado em primeiro plano, sem cores, sem poesia, sem confetes nem fantasia, sem sombrinha, sem passista, nada que arremeta ao carnaval. Seus arranjos são elaborados para que os músicos improvisem, mostrando liberdade de expressão. É um frevo apresentado como ator principal.

MUNDO SAPIENS


MUNDO SAPIENS
Quem gosta de música pop, esta é uma excelente banda, formada por jovens e talentosos músicos paulistas. Ouvi e gostei, o som é demais! Super bem feito artisticamente, bem definido musicalmente e bem elaborado, arranjos incríveis, execuções perfeitas. O casamento perfeito entre música e poesia.
"Fazemos um som para a galera dançar e se divertir, mas ao mesmo tempo levamos às pessoas uma mensagem de reflexão sobre assuntos presentes na vida de todos", afirma Pedro Mendes, guitarrista e compositor de 22 anos.
Escutem: www.myspace.com/mundosapiens

PARCERIAS DUVIDOSAS


É muito comum um compositor fazer sozinho uma música e uma letra, sem parceiros e depois entregar uma parceria para quem gravar primeiro.
Na década de 80 o maior compositor de forró foi Adolfo da Modinha, lembram dele, nunca fez de fato uma música nem uma letra, mas por um determinado período foi um grande compositor, parceiros de grandes nomes da nossa música só porque tinha uma gravadora e várias lojas de discos espalhadas pelo Nordeste.
Eu mesmo como produtor de discos já recusei milhares de ofertas desse tipo. Gente que pra baratear o custo das gravações em meu estudio, me oferecem parcerias, principalmente os forrozeiros. É exatamente no forró onde essa prática se alastra como epidemia colocando em dúvidas célebres parcerias. Será que clássicos como Asa Branca é realmente de Luiz Gonzaga? Ou ele pegou a parceria de presente porque gravou a música? E as outras parcerias com Humberto Teixeira? Será que são mesmo dos dois?
Ficam comprometidas todas as parcerias de forró até que se prove o contrário!

domingo, 15 de novembro de 2009

CAPIBA ERROU!


É FREVO, MEU BEM!
Capiba.

Pernambuco tem uma dança
Que nem uma terra tem
Quando a gente entra na dança
Não se lembra de ninguém

É maracatu, não!
Mas podia ser.
É bumba-meu-boi, não!
Mas podia ser.

Mas será o baião, não!
Mas podia ser.
É dança de roda, não!
Quero ver dizer...

É uma dança
Que vai e que vem
Que mexe com a gente
É frevo, meu bem!

Descubra onde está o erro?
Não é fácil achá-lo, pois sempre ouve uma grande confusão em torno da tríede frevo, passo e folia. É comum fazermos essa troca, pois crescemos no Recife assistindo esse conflito gramatical. É comum se ver num jornal, na capa de um livro, a foto de um ou uma passista escrito em baixo a palavra frevo, onde deveria ser passo. Pra ter frevo escrito sob uma foto precisaria ela mostrar uma orquestra, um músico de frevo, não é verdade? ´
Quando no carnaval avistamos uma orquestra arrastando multidões pelas ruas, podemos dizer com toda certeza, lá vem a folia! Pois estamos observando a soma do frevo + passo + alegria, correto?
Então:
Frevo é a música.
Passo é a dança do frevo
Folia é a agitação, a alegria e a euforia transmitida pelo frevo e pelo passo.

Capiba errou, mas foi sem querer! Ele foi vítima da confusão ou passou despercebido quando escreveu a letra, porque eu tenho certeza que ele sabia distinguir bem as três expressões.

A SPOKFREVO ORQUESTRA


Sou testemunha ocular e auricular, embora muito suspeito, por pertencer a diretoria da SpokFrevo Orquestra, de um fato que está mexendo com o conceito da música moderna hoje na Europa.

Quando em 2003 resolvemos fazer um frevo rebuscado, dirigido a uma platéia sentada e calada, diferente dos dias de Momo – onde o frevo é executado de qualquer jeito, sem grandes ensaios para um público instigado pela folia, pelo passo e pela alegria – tínhamos plena consciência do que estávamos fazendo e nos metendo. Houve e há quem nos critique até hoje, e eu não tiro a razão deles, pois nunca prestaram a devida atenção ao ritmo como arte e linguagem musical, apenas como trilha sonora do encanto carnavalesco pernambucano, o que é uma magia, linda e maravilhosa, embora não seja tudo!

Sempre nos questionamos por que o frevo não era executado durante todo o ano e eu sempre achei isso fácil de responder: Porque é uma música exclusivamente carnavalesca, sem chances para outras ocasiões, talvez para um réveillon ou um final de festa apoteótico. Depois do surgimento da SpokFrevo Orquestra, esse conceito mudou completamente, o frevo passou a ser tratado como ator principal e não mais como coadjuvante.

Mostrar o frevo com a dignidade dessa orquestra é inédito em nossa história. Tocá-lo de paletó e gravata, numa manifestação de respeito e carinho, com uma orquestra completa e arranjos modernos, dando aos músicos a liberdade de expressão, assim como no jazz, ninguém fez antes da SpokFrevo. Não mesmo! Uma tentativa aqui, outra ali, e nada mais. Um trabalho com uma consistência estética e musical desse grupo é inédita e bastante louvável.

Uma vez perguntado como a platéia reagia ao frevo na Europa, Spok respondeu: “O que eu acho mais mágico é o silêncio, ver todas aquelas pessoas sentadas e caladas ouvindo nossa música e no final aplaudir calorosamente! Nós adoramos e vamos continuar tocando no carnaval, no meio do povo, nos palcos e pólos de animação, mas para nós músicos é tão bom quanto tocar para uma platéia silenciosa, um frevo mais trabalhado, com arranjos mais elaborados e isso vem nos mostrando que estamos no caminho certo e com isso conseguimos executá-lo o ano inteiro aqui e no exterior!”

Isso é muito bom e importante! A SpokFrevo Orquestra já esteve em vários países da Europa e também na China, na Índia, na Tunísia, na África do Sul, sempre completa e apresentando um frevo de alta qualidade, aplaudidíssima a cada show que faz. Essa maneira de tocar frevo impressionou principalmente o público apreciador do jazz, da música instrumental, da World Music. Não é a toa que nosso CD e DVD se encontram nas prateleiras desses gêneros, ao lado de grandes nomes como Sony Rollins, Quincy Jones, Chik Corea, entre outros, com um selo adicional “novidade”.

Muitas pessoas perguntam por qual motivo não usamos bailarinos nem cantores. Teve quem ficasse indignado por não levarmos essas duas peças ao Maracanã na ocasião em que tocamos no encerramento do PAN em 2007. A resposta é simples:
Quando fazemos um frevo para ser apreciado como música, não devemos cometer tal erro. A poesia e o bailarino roubam a cena e o cuidado à música. Naquele momento estamos tocando frevo no mais alto sentido da palavra, nada pode rouba-lhe a atenção. Há momentos para isso, mas ali, por exemplo, não era o caso. Nós Tb usamos bailarinos e cantores quando fazemos bailes carnavalescos.

Em 2005 recebemos o Prêmio TIM como banda revelação da Música Brasileira, para nós uma alegria singular. Em 2009 recebemos o prêmio de melhor grupo e melhor CD de música instrumental do país. Nossa felicidade só aumentou, pois o prêmio foi dado a um grupo e um disco exclusivamente de frevos, de frevos instrumentais. Isso é muito representativo e vem reforçar a crença de que estamos no caminho certo, fazendo a coisa certa.

O fato é que, hoje, o Frevo se tornou uma espécie de embaixador de nossa cultura no velho continente. Atravessou o atlântico de cabeça erguida e entrou, entre outros lugares, no Palácio Elysée, onde foi solenemente recebido pelo presidente da França e seus convidados no Dia Internacional da Música, em 21 de julho de 2008. Temos nos apresentando em requintados clubes e festivais de Jazz da Europa, sendo assistidos por mais de 300 mil pessoas em mais de 40 apresentações. Recentemente, em Paris, gravamos um show para a RTL, uma das mais importantes rádios francesas, que atinge um público também estimado em 300 mil ouvintes.

É muito bom, por exemplo, chegar ao aeroporto de Marceille, no sul da França, para embarcar para Itália, e assistir a uma apresentação nossa nos telões da sala de embarque chamando a atenção de todos. É muito bom ouvir elogios de pessoas nas ruas, dizendo que nos assistiu num determinado evento, que nos viu na TV, sempre com um semblante de alegria e prazer estampados no rosto! É muito gratificante saber que uma apresentação em que fomos anunciados com um ano de antecedência na Normandia vendeu todos os ingressos antecipados. No dia, tivemos que fazer dois shows, para todos que estavam do lado de fora querendo pagar para nos ver.

Em Londres, por exemplo, um país que não é muito aberto a música de outros mundos, eu vi o público hipnotizado com o nosso frevo. Tocamos no Barbican, uma das salas mais requintadas do mundo, para uma platéia de formadores de opinião, de críticos de arte, de jornalistas e amantes do jazz. Esse pra mim foi o show mais importante da nossa recente turnê pela Europa. Nessa ocasião, ao final do show, tivemos a oportunidade de mostrar como o frevo sempre foi tocado no carnaval durante seus 100 anos, arrastando multidões. Descemos do palco e fomos até o lado de fora do famoso Centro Cultural, num grande e animado arrastão. Esta apresentação foi mostrada para todo o Brasil através do Jornal Hoje e do NE TV, feita pelos correspondentes da Rede Globo em Londres.

Em 2008 no Festival de Jazz de Montreux, fizemos duas apresentações no palco das Big Band. Orquestras de todo o mundo ali se apresentaram. Foi mostrado por elas um repertório, na maioria das vezes bastante conhecido dos amantes do gênero. Quando chegou a nossa vez, o local ficou repleto de gente, inclusive de músicos das outras bandas, entusiasmadíssimos com o que estávamos apresentando. Era algo diferente aos ouvidos deles. No dia seguinte, nosso show gerou uma grande uma grande disputa por lugares perto ao palco, vendemos todos os CD´s e DVD´s que carregávamos. Ao final, músicos e maestros queriam cópias de nossas partituras.

Tenho a impressão, assim como Frédéric Gluzman, nosso empresário na Europa, que, dentre breve, surgirão orquestras de frevo na França, Holanda e outros lugares do continente. Surgirão frevos nos repertórios das orquestras estrangeiras.
Em maio de 2009, Spok esteve em Nazaten, na Holanda, durante um intervalo de 5 dias em nossa primeira turnê do ano, para ensinar uma orquestra local a tocar frevo e isso é o começo de uma nova página na nossa história.

Quem quiser que ache um absurdo o que vou dizer agora, mas é um fato, e contra fatos não existem argumentos: A SpokFrevo Orquestra criou uma nova conduta moral para o frevo e está mostrando ao Brasil e ao mundo o quanto é bela e rica nossa música, derrubando várias e antigas teorias, quebrando tabus e colocando o Recife e Pernambuco em seu devido lugar como gerador de grandes talentos musicais.
O frevo está para o Capibaribe, assim como o jazz para o Mississipi.

VEJAM ISSO!

A SpokFrevo Orquestra no Pori Jazz Festival tocando "Nino o pernambuquinho" do Maestro Duda. Participações de Ingred e Karina.

O PÍFANO


Pífano, pífaro e pife são a mesma coisa. Um instrumento de influência indígena feito de taboca, uma espécie de bambu, com sete orifícios, um para soprar e seis para dedilhar. Às vezes também são feitos de canos de PVC ou de canos de metal, mas não têm a mesma sonoridade nem a mesma beleza.

Existem duas maneiras tradicionais de tocar esse instrumento: em dueto (dois pífanos), acompanhado do ritmo da zabumba, pratos, caixa e contra-surdo, que são as famosas "Bandas de Pífanos"; e com o pífano solo acompanhado de sanfona, cavaquinho, violão de sete cordas, pandeiro e ganzá. No caso das bandinhas, os dois pífanos tocam em intervalos de terças, às vezes de quartas e em algumas passagens provocam dissonâncias incríveis.

Às vezes é difícil acreditar como um instrumento tão simples é capaz de produzir uma música tão rica e bela, animar festas, procissões e ainda ser o sustento de muitos músicos no nordeste. Geralmente, os tocadores fazem seus próprios instrumentos, e uma quantidade maior para vender em feiras e apresentações.

Gilberto Gil é um fã das bandas de pífanos e uma vez li entrevista sua dizendo que a Tropicália nasceu depois que ele viu a Banda de Pífanos de Caruaru (a dos irmãos Biano) tocando. Caetano Veloso colocou uma letra em "Pipoca Moderna", de Sebastião Biano. Eu gravei um frevo de rua chamado "Bianos no Frevo" no LP Asas da América vol.3 que termina com "A Briga do Cachorro com a Onça", música tradicional das bandas - que é executada por quase todas elas. Nelson Ferreira, um dos grandes compositores de frevo, tem o seu famoso "Esquenta Muié", um explosivo frevo de rua que começa com uma alusão aos pífanos. Eu fiz muitos duetos de flauta e guitarras com o guitarrista Paulo Rafael imitando os pífanos quando acompanhávamos cantores em shows e gravações.

O som desses instrumentos influenciou muitos compositores e arranjadores brasileiros. Está marcados na música de Lenine, Quinteto Violado, Hermeto Pascoal, Xangai, Egberto Gismonte, Geraldo Azevedo, Naná Vasconcelos, Alceu Valença, Orquestra Armorial, Antúlio Madureira, Carlos Malta (que não é nordestino mas tem um disco belíssimo chamado "Pife Moderno", que é simplesmente genial!) e outros tantos que não me lembro agora.

As bandas também são conhecidas como "Esquenta Muié", "Terno de Pífanos" e "Zabumba", dependendo da região.

As maiores características do tocador de pife é ser humilde e não entender nada de música. Faz por pura intuição e inspiração. Edmílson do Pífano, um dos maiores tocadores que eu conheço, me disse que fazia música no ônibus, quando viajava e as via passando pela janela. Sebastião Biano me disse que sustenido era "meio dedo no buraco". Depois de "são as teclas pretas do piano", definição dada por um antigo professor de música, essa foi a melhor explicação que ouvi sobre sustenido. Agora, diga que não é!

Em julho de 1997, tive o prazer de dar uma canja com a Banda de Pífanos Dois Irmãos de Caruaru, no Central Park em Nova York. Foi um momento inesquecível, os americanos não deixavam a gente sair do palco. No fim da apresentação, descemos e fomos pra cima do público, que caiu no forró fazendo a poeira subir. Pra encerrar, vai uma frase de João do Pife, de Caruaru:

"Eu faço pife, toco pife, vendo pife, por isso estou assim pifado!"

VOCÊ SABE O QUE É FORRÓ?


Há quem queira acreditar que a palavra forró vem do inglês "for all" (para todos). Tudo bem, quem quiser acreditar que acredite, mas pra mim isso é conversa pra boi dormir. Só falta dizer que foram os ingleses que inventaram o forró.

Quando eles chegaram ao Brasil, com a Great Western, para construir estradas de ferro, no início do século XVIII, o forrobodó já existia, assim como o pagode, o samba e o arrasta-pé - que eram expressões para designar as festas populares movidas à música, dança e aguardente. O forrobodó, por ser uma palavra nascida no Nordeste, foi que deu origem à palavra forró. O primeiro registro data de 1733, num jornal chamado O Mefistófolis (o satanás), no número 15: "Parabéns ao Dr. Artur pelo grande forró realizado em sua casa..." .

A construção das estradas de ferro no Nordeste deu origem, também, a algumas palavras do nosso vocabulário como baitola, que vem de bitola; sulipa ("dei uma sulipa nele"), vem de sliper (dormente) e algumas outras que não me recordo agora.

O forró também não é um gênero de música, como muitos pensam. Se observarmos um disco de forró, por exemplo, vamos encontrar vários gêneros musicais como côco, xote, xaxado, marchinhas, baião etc. Forró é o coletivo da musicalidade popular do nordestino, a junção da música que vem da sanfona, da zabumba e do triângulo, originalmente, com a cachaça e a dança. Se você diz: "vai ter forró lá em casa", todo mundo vai ficar sabendo que a festa vai ter essas características e vai ser legal.

Vários artistas fizeram e fazem sucesso cantando e tocando essa música alegre e contagiante: Luís Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Almira Castilho, Marinês e sua Gente, Trio Nordestino, Jacinto Silva, Toinho de Alagoas, Biliu de Campina, Edmílson do Pífano, Dominguinhos, Alceu Valença, Fagner,Elba Ramalho etc. E vão surgir muitos outros, pois o forró é uma música verdadeira, que fica. Entra moda, sai moda e o forró tá lá (não confundir com o forró brega como Mastruz com Leite, Cavalo de Pau, Calcinha Prêta (olha o nome da banda!) e outras do gênero - que só tem o mérito de empregar vários músicos, bailarinos e técnicos num show de puro apelo sexual.

Pra mim, o forró mais gostoso de se ouvir é o pé-de-serra instrumental; cada vez mais raro, pois nos lugares aonde chegava para fazer shows, Luiz Gonzaga era muito procurado por sanfoneiros os quais, pra mostrar serviço, tocavam Tico-Tico no Fubá, Brasileirinho e outras similares, cheias de notas e de difícil execução. Seu Luiz olhava pra eles e dizia: "Sanfoneiro que não canta, não ganha dinheiro nem mulher". Essa postura influenciou muitos músicos bons. Pra mim isso é errado, pois esses instrumentistas tocam bem, mas cantam mal. Por outro lado, há aqueles que ainda dão mais ênfase ao forró instrumental quando gravam um disco. É o caso do grande sanfoneiro Duda da Passira. É comum nos discos de Duda encontrar apenas uma música cantada (normalmente, a última); todas as outras são instrumentais. Quando produzi o disco de Edmílson do Pífano, tive o cuidado de não o deixar cantar. Minha intenção era mostrar ao público a sua verdadeira arte: o dom de tocar aquele canudinho de bambu. O mesmo prazer e sensassão de alegria que sinto ao ouvir o pífano de Edmilson,
eu tenho quando escuto a voz ritmada de Jacinto Silva.

Grande parte da sociedade ainda não assimilou o forró. Acham que é música de pobre, de gentinha, que sanfona é instrumento de cego e coisas assim. Porém, não sabem o que estão perdendo. O forró é a dança mais sensual que já vi em minha vida. Aquele bate-coxa enlouquece qualquer um; a música é alegre e contagiante.

LIVERPOOL E O FREVO


A história do frevo começa no final do século passado com a formação dos clubes-de-rua, pela classe trabalhadora do Recife, que arrastava milhares de foliões pelas ruas da cidade.

O termo "clube-de-rua" foi dado por Katarina Real, antropóloga americana que muito estudou a cultura pernambucana e era louca por nosso carnaval. Antes eram conhecidos como "clubes pedestres".

Sempre ligados a alguma categoria profissional, figuravam entre os primeiros clubes: "Vassourinhas", criado pelos varredores da cidade e fundado em 1889, "Caiadores", "Espanadores","Parteiras de São José", "Carpinteiros", "Bilheteiros do Recife", "Bloco das Pás de Carvão" (que depois virou Clube das Pás") e outros tantos do gênero. Calculam os especialistas que no carnaval de 1900 já existiam mais de 100 agremiações, só na capital pernambucana.

Todos eles saiam às ruas com suas músicas tocadas por charangas (pequenas orquestras de metais) que tinham em seus repertórios dobrados militares, ou músicas cantadas, lembrando as marchinhas cariocas ou melodias de pastoril. Essas últimas muito cantadas nos Blocos.

Aos clubes-de-rua se juntavam os capoeiras e os bêbados com suas danças. É de se notar a influência desses dois elementos na criação do "Passo", a dança do frevo. Por motivos de classe, criou-se o "Frevo-de-bloco", que era uma coisa mais familiar, onde as esposas cantavam com as filhas e os maridos tocavam com os filhos e amigos. A música desses blocos, que lembram bastante o pastoril, com a predominância das vozes femininas, é acompanhada por instrumentos de pau-e-corda (bandolim, cavaquinho, banjo, flauta, clarinete, surdo e pandeiro).

Ano a ano, essas músicas iam se transformando de acordo com a brincadeira, iam tomando formas diferentes e mais alegres. Os clubes e os blocos compondo seus hinos.

O povo da Zona da Mata, que trabalhava nos engenhos, vinha para o Recife durante o período momesco e é deles o termo "Frevo", que vem de "Frevura" (fervura), numa analogia com a temperatura e o movimento que a cana-de-açucar fervia nas caldeiras, quando lhe extraíam o "mel". Quando os Clubes-de-Rua passavam arrastando a multidão, se dizia: - "Lá vem o frevo!" "A orquestra tá frevendo!" " Olha a frevança!"

Hoje, o frevo divide-se em três: Frevo-de-rua, Frevo-de-bloco e Frevo-canção. O frevo-de-rua é aquele que só é tocado, não tem canto. Na minha opinião é o mais frevo de todos, o mais rico em termos musicais. É música de músico, como o jazz. Não é qualquer um que faz um frevo de rua. Tem que ter um bom conhecimento harmônico e de composição para se atrever a essa tarefa, além de uma alma carnavalesca. É a música que arrasta multidões pelas ruas, que enlouquece as pessoas, que nutre nosso espírito. Eu, em toda a minha vida, não me lembro de ter ouvido uma frase musical que me inspirasse tanta alegria como os três primeiros compassos de Vassourinhas. Essa frase musical é muito especial, e quando é tocada o povo vai à loucura até hoje. Me lembro de uma orquestra famosa do Recife que levou a maior vaia cultural da história de Pernambuco quando, em meio ao frevo, sua cantora ameaçou um axé. Pra quê? O povo só se acalmou quando o maestro, desesperado, tocou Vassourinhas.

O frevo-canção também é muito cantado nas ruas, principalmente com o fim dos carnavais de clubes,onde eram mais executados. Esse faz o gosto do povo por ser uma música mais fácil, de melodia simples. O frevo-de-bloco é o mais lento de todos, tem uma melodia triste-alegre e é uma brincadeira mais familiar e mais bem comportada.

Mas, afinal de contas, o que é que Liverpool tem a ver com toda essa história? Onde se encaixa?

É simples. E não tem nada a ver com os Beatles. Em 1886, um navio da Cory Brothers, vindo de Liverpool, queria descarregar uma carga de carvão no porto do Recife em pleno domingo de carnaval. Como os carvoeiros estavam de folga, foi oferecido um pagamento dobrado para eles fazerem o serviço. Após receberem o dinheiro extra, eles saíram alegres pelas ruas da cidade, bebendo e cantando, e criaram o Clube da Pás de Carvão, hoje Clube da Pás, a mais antiga agremiação de carnaval de Pernambuco. Esse clube, sem dúvida, foi o que mais influenciou a formação de outros e existe até hoje, com sede no bairro de Campo Grande.

Agora, e se esse navio não tivesse chegado justo nesse dia, com tanta pressa para descarregar?

sábado, 14 de novembro de 2009

EDMILSON DO PÍFANO



Nascido em Lajedo e morador de Caruaru, filho de uma família onde todos tocam pífano, Edmilson do Pífano se destaca por suas composições lindas e ingênuas, de grande valor musical e as vezes dificílimas de se tocar em tal instrumento. Edmilson é um dos maiores tocadores de pífanos do nordeste brasileiro, seu toque é expressivo, arrojado, verdadeiro, carismático e de uma personalidade sem igual, é dono do seu próprio estilo. Sua intimidade com o instrumento que lhe dá o sobrenome começou aos oito anos de idade, quando acompanhava seu pai nas novenas religiosas e nas festas de São João.

O forró arrojado e apurado de Edmilson nos lembra Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Sivuca, grandes nomes da música nordestina brasileira, ideal para quem quer simplesmente ouvir uma boa música regional ou dançar até não agüentar mais. É um trabalho de alto nível que, aos poucos, vai conseguindo seu merecido reconhecimento.

Edmilson nunca cursou uma escola de música, toca e compõe por pura intuição e inspiração, um dos maiores tocadores que eu conheço. Uma vez ele me disse que fazia música no ônibus, quando viajava e as via passando pela janela. Com 49 anos de idade e mais de 37 anos de carreira, apaixonado pela terra e seus ritmos, Edmilson do Pífano tem 15 trabalhos gravados e faz shows o ano inteiro pelas casas de forró espalhadas pelo Nordeste.

ALCEU, AO NOSSO JEITO!


Alceu, ao nosso jeito
Esse é o nome do projeto que estou em fase de mixagem, junto com a banda Hanagorik. É um tributo a Alceu Valença com 14 músicas do seu vasto repertório arranjadas e interpretadas de uma forma inusitada pela melhor banda de rock de Pernambuco. (escute Papagaio do futuro no myspace. www.myspace.com/hanagorik )
Vou danado pra Catende, Sol e chuva, Você pensa, Papagaio do futuro, Planetário, Agalopado, Fé na perua, Sete desejos, Primeira Manhã, Edipiana nº1, Cavalo de pau, Rajada de vento, Veneno, Que grilo dá, fazem parte do cd que deve ser lançado após o carnaval.
Com 18 anos de estrada a Hanagorik é reconhecida pelo público e mídia como uma das mais promissoras bandas do cenário Rock/Metal pernambucano, com apresentações em todo o Nordeste, no Sudeste e com 4 turnês pela Europa a Hanagorik já dividiu o palco com grandes nomes internacionais como Sepultura, Paul Di'anno, Stratovarius e Six Feet Under, passando por festivais de renome como o Abril pro Rock, Skol Rock, Pe no Rock, Fest Valda, Hanf Parade e Expo Hannover 2000, tendo ainda sido eleita a Banda do Ano pela revista Rock Brigade, Banda Demo do Mês pela Revista inglesa Metal Hammer e tendo um video clip veiculado pela MTV Brasil. Com um som mais maduro e definido, letras envolventes e afiadas e um peso musical que já é a referência dessa banda pernambucana da cidade de Surubim, fazem uma mistura sem rótulos que deixa ainda mais 'no ar' até onde vai o limite e onde se encontram as idéias de Jones (vocal),Daniel(guitarra) Totonho (baixo), Tuca (guitarra) e Junior (bateria).



Hanagorik no Youtube: www.youtube.com/hanagoriktube

Hanagorik no Myspace: www.myspace.com/hanagorik

SPOKFREVO (PORI JAZZ, 2009)